Revista Brasil Energia | Bahia Oil & Gas Energy 2026

MDC Energia expande matriz de biometano e ativa projeto de logística de gás na Bahia

Sob a coordenação de Oliver Jones, pioneira no mercado de biogás atinge recorde de produtividade em aterros e viabiliza escoamento de gás natural via carretas no Nordeste.

Por Rosely Maximo

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Em entrevista à Brasil Energia durante o Bahia Oil & Gas Energy 2026, o gerente executivo da MDC Energia, Oliver Jones, apresentou um panorama sobre as operações pioneiras da empresa no mercado de biometano e anunciou o início de um novo projeto logístico de gás natural comprimido (GNC) na Bahia. Os principais destaques da conversa foram:

  • Pioneirismo e Histórico no Biometano: A MDC atua há 15 anos no segmento de biometano, enxergando o combustível inicialmente como uma solução logística para atender demandas reprimidas de consumidores distantes das redes de gás, e hoje consolidando seu forte apelo de sustentabilidade. Jones relembrou que a primeira planta da empresa, em Dois Arcos (Região dos Lagos, RJ), iniciada em 2014, serviu de base para a ANP criar a regulamentação do biometano em 2018. Atualmente, opera a 120% de sua capacidade original, produzindo 18.000 m³/dia de biometano a partir de resíduos de aterro sanitário e fornecendo para postos de GNV e distribuidoras de GLP locais.

  • Operações Robustas no Ceará e em São Paulo: A segunda planta da companhia, localizada no aterro de Fortaleza (CE) em parceria com a Marquise, tem capacidade de 105.000 m³/dia e foi a primeira do país a injetar o biocombustível diretamente na rede de uma distribuidora (Cegás), respondendo por 15% a 20% do gás consumido no Ceará. Já a terceira unidade, em Caieiras (SP), opera com 70.000 m³/dia voltada para frotas industriais e logística circular, abastecendo inclusive os próprios caminhões de coleta de lixo da capital paulista com o biometano gerado no próprio aterro.

  • Plano de Expansão e Impacto do Combustível do Futuro: Em parceria com o Grupo Lara, a MDC está implantando mais três plantas de biometano localizadas em Mauá (SP), Vila Velha (ES) e Pouso Alegre (MG) . Juntas, elevarão a capacidade de contribuição da companhia para cerca de 300.000 m³/dia na matriz nacional. Jones destacou que a sanção da Lei do Combustível do Futuro e a criação do Renovabio/Selo CGOB resolverão um grande entrave comercial com as distribuidoras, permitindo separar o valor da molécula energética do valor do atributo ambiental de descarbonização.

  • Parceria com a Brava Energia e Novo Projeto Logístico na Bahia: No segmento de gás natural convencional, o executivo anunciou o início das operações de um novo projeto logístico de compressão para o próximo mês. A MDC implementou uma infraestrutura de 100.000 m³/dia para capturar o gás de campos onshore que estão isolados e sem conexão com gasodutos (como o campo de Socorro, operado pela Brava Energia).

  • Fluxo da Operação Baiana: A estação de compressão foi instalada no município de São Francisco do Conde e o gás comprimido será transportado via carretas até a estação de descompressão da MDC em Mata de São João. A totalidade desse volume será entregue diretamente à distribuidora Bahiagás. Jones apontou que o terminal de descompressão possui capacidade total de 150.000 m³/dia, o que deixa uma margem aberta para a empresa adquirir e escoar moléculas de outros produtores independentes da região.

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