Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética justa, diversidade e cooperação internacional
Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética justa, diversidade e cooperação internacional
Presidente do IBP, Roberto Ardenghy, destacou o engajamento técnico recorde para esta edição, com o recebimento de 1.800 trabalhos para seleção. Na cerimônia, presidente de Moçambique, Daniel Chapo, ressaltou a importância da parceria entre o país africano e o Brasil
A ROG.e 2026 foi aberta no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (21), com destaque para o debate sobre a importância da cooperação no mercado global e a relevância da transição energética para o futuro da economia mundial. A cerimônia de abertura do evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Peróleo e Combutíveis (IBP) no Riocentro, contou com a presença de autoridades do setor de energia para debater o futuro da indústria, a necessidade de uma transição energética inclusiva e o fortalecimento de parcerias internacionais.
O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, destacou em sua fala o engajamento técnico recorde para esta edição. “Vamos ter quatro dias de muita atividade e oportunidades de conexões, trocas de conhecimento e negócios. Um ponto de destaque é a quantidade gigantesca de trabalho técnico, a maior que já tivemos na ROG.e, mais de 1.800 trabalhos técnicos para selecionar".
O Chair da ROG.e, Nelson Narciso, ressaltou a dimensão gigantesca do evento, com grande ênfase à pauta da diversidade e inclusão, lembrando que é necessário uma visão integradora sobre as matrizes energéticas. "Temos uma capacidade extraordinária de combinar diferentes tecnologias e uma estratégia de desenvolvimento para responder aos desafios do futuro. A transição energética é uma evolução que significa saber combinar recursos, tecnologias e conhecimento".
Já a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, mostrou como a empresa está comprometida não apenas com a segurança, mas também com a transição energética do país, lembrando que a estatal opera 90% da produção brasileira de óleo e gás. "Além disso, produzimos 80% da energia primária do Brasil. Não existe bem-estar social sem energia, sem o consumo mínimo de energia. Para nós a transição precisa ser justa, caber no bolso da nossa sociedade. Não significa abandonar fontes, mas abranger outras energias", ressaltou Chambriard.
O cenário internacional ganhou destaque com a presença do presidente de Moçambique, Daniel Chapo, que ressaltou a importância da parceria entre o país africano e o Brasil. Chapo revelou que o país assinou um memorando de entendimento por meio da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) com a Petrobras para parcerias na área de exploração e produção.
O presidente de Moçambique apresentou as oportunidades no país africano, que possui grande potencial para produção de gás natural, especialmente GNL. "Buscamos atrair empresas e investidores brasileiros com a garantia de estabilidade regulatória e segurança jurídica. Queremos exportar energia, mas sobretudo industrializar Moçambique, criar empregos, abastecer a agricultura. Não queremos apenas fornecedores, mas também parceiros para desenvolver a indústria e o nosso país".



