ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e projeção de R$ 100 bi em conttratos

Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

ROG.e 2026: 83 mil visitantes e projeção de R$ 100 mi em contratos

IBP contabilizou mais de 670 expositores, 100 patrocinadores, 57 startups, 924 trabalhos técnicos apresentados no congresso e impacto na economia fluminense de quase R$ 600 milhões, com ocupação hoteleira de 84% e 13,8 mil empregos diretos

Por Eliane Velloso

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Entrega do Prêmio Leopoldo Américo Miguez de Mello ao executivo Carlos Tadeu da Costa Fraga, pelo presidente do IBP, Roberto Ardenghy, pelo chair da ROG.e 2026, Nelson Narciso e pela diretora de E&P da Petrobras, Sylvia Anjos (Foto: ROG.e)

​A edição de 2026 da ROG.e, encerrada ontem, quinta-feira (24) no Riocentro, reuniu 83 mil visitantes, um crescimento de cerca de 10% em relação ao evento de 2024, quando foram registrados 75 mil visitantes.

A maior participação na ROG.e 2026, segundo IBP, foi impulsionada pela atração de públicos de fora do Estado do Rio de Janeiro (44% do total) e pelo envolvimento de 77 países, o que representou um salto de 29% na presença internacional.

O impacto na economia fluminense somou R$ 593 milhões, elevando a ocupação hoteleira da cidade a 84% e gerando 13.881 empregos diretos na operação do evento, de acordo com o instituto.

​O balanço final gerou números superlativos também no ambiente de negócios. O IBP contabilizou mais de 670 expositores, 100 patrocinadores, 57 startups, 924 trabalhos técnicos apresentados no congresso e projeções de contratos unitários que superam a barreira dos R$ 100 milhões.

Fora das arenas de debate, o evento também se fez presente na cidade do Rio de Janeiro, reunindo mais de 1 mil corredores na Energy Run, no domingo (20), na Lagoa Rodrigo de Freitas, e promovendo sete grandes atrações musicais no ROG.e Fest, com artistas de renome nacional, como Xande de Pilares, Toni Garrido, Elba Ramalho e Monobloco.

Inovação tecnológica e dedicação à indústria são premiadas no evento 

A indústria brasileira de óleo e gás celebrou a excelência técnica e reverenciou a sua própria história durante a Cerimônia de Premiação da ROG.e 2026, na quinta-feira (24). O evento destacou pesquisas inovadoras com o Prêmio Plínio Cantanhede e concedeu a mais alta honraria do setor, o Prêmio Leopoldo Miguez de Mello, ao executivo Carlos Tadeu da Costa Fraga.

Com 45 anos dedicados ao setor, Fraga relembrou a sua trajetória iniciada em 1981, época em que a produção nacional era de apenas 200 mil barris diários e ressaltou a importância atual do setor que representa cerca de 17% do PIB industrial, além do seu papel para a segurança energética. O executivo destacou o principal pilar de seu sucesso - o apoio da incondicional da família, além das lideranças inspiradoras e colegas de equipe com quem conviveu durante sua jornada profissional.

A ROG.e 2026 premiou também os cérebros que constroem o futuro da indústria com o Prêmio Plínio Cantanhede. No eixo Upstream, a equipe formada por Rafael Peralta Muniz Moreira, Emerson de Resende Rodrigues, Winston Carneiro Igama, Thiago Silva Piedade, Emilio Cesar Cavalcante Melo da Silva, Leonardo Pacheco da Silva, Jânio Cornélio, Camelesh Singh venceu com um estudo sobre a avaliação da integridade de poços complexos em águas profundas. No Eixo Midstream e Downstream os vencedores foram Thomas Fink e Felipe Naciuk.  

O compromisso macroeconômico e sustentável foi destaque nos eixos de Gás Natural e Diversificação Energética. O estudo sobre modelos comerciais internacionais aplicados à armazenagem de gás valeu o prémio a Ianna Clara Prates, Lucas Robert de Oliveira e Amanda Tavares dos Santos, da Transportadora Associada de Gás (TAG). Já os autores Igor Barreto Julião, Vitor do Amaral Cruz Ferreti, Lucas Bitencourt Romero de Barros, Fábio Amêndola de Juana, Luis Bernardo Batista, Alexandre Schou e Roberto Schaeffer (UFRJ) foram laureados pela sua pesquisa sobre a procura de materiais críticos essenciais para as metas climáticas do Brasil.

Na categoria Transformação Digital, Yuri Leal da Silva e Ian Fiori (Petrobras) foram reconhecidos pela otimização de plataformas offshore baseada no monitoramento de dados. Já no eixo Pessoas, Cultura e Sociedade, os autores Santiago Dressler, Amanda Raposo e Yasmin Reis (Shell) levaram o troféu pelo programa de mentoria focado na inclusão e suporte à comunidade LGBTQIA+.

Por fim, as jovens Karen Giovana da Silva Carlos e Poliana Pinheiro da Silva, em coautoria com Francisco de Assis Oliveira, venceram a categoria Jovem Profissional com uma pesquisa pioneira sobre o reuso de água e o aproveitamento de biomassa do algodão colorido para combustíveis sustentáveis.

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