Produção da Petrobras se aproxima dos 3 milhões de bpd
Produção da Petrobras se aproxima dos 3 milhões de bpd
A produção própria da petrolífera atingiu a marca de 2,92 milhões de barris por dia. O óleo da empresa tem sido alvo de interesse por novos clientes globais, no atual cenário de guerra
Petrobras está com produção própria de 2,92 milhões de barris por dia (bpd), segundo a presidente da empresa, Magda Chambriard. A expectativa é alcançar os 3 milhões de bpd. Ela disse esperar superar a meta de produção de petróleo neste ano, de 2,5 milhões de bpd, como previsto no plano de negócios de 2026 a 2030.
O petróleo brasileiro está sendo alvo de interesse de novos clientes, por conta do ambiente de insegurança global, causada pela guerra no Irã. A Petrobras contou ter sido procurada por países com os quais não mantinha contato até então.
“A gente nunca tinha conseguido vender óleo para o Japão. Um belo dia veio a demanda. Estamos vendendo cargas para o Japão, Coreia do Sul, China e Índia. Estamos fornecendo para onde não fornecíamos antes. Para a Petrobras, tem sido uma chance de diversificação”, afirmou Chambriard, no evento ROGe.2026.
Em palestra, a presidente da Petrobras disse que “começa a ter preocupação com países interrompendo a exportação de diesel”. “Vamos pensar em ser 100% fornecedores do diesel que a gente consome. Estamos garantindo que esse vai ser um assunto que vai vir para a pauta no plano estratégico”, disse ela.
A Petrobras está com carga de diesel comprada para outubro. Além disso, a empresa já está ampliando a produção do combustível de duas maneiras: aumentando a capacidade de refinaria e alterando o processo para produzir mais combustíveis nobres, segundo a presidente da Petrobras.
Chambriard disse manter “uma conversa interessante com refinadores da Índia, inclusive com o maior refinador da Índia que é a Relliance”. “Até agora, não está faltando nada e nossas projeções não são de falta”, afirmou a presidente da Petrobras, que não acredita num corte de exportação do diesel americano.
“Antes da guerra era de um jeito, a guerra exacerbou, vamos dizer assim, a preocupação com o abastecimento do país e, portanto, exacerbou o nosso ímpeto para entregar 100% de gasolina”, destacou Chambriard.
A presidente da Petrobras aproveitou a oportunidade para se defender de acusações de monopólio no mercado de gás natural. Segundo ela, comprar o gás de petrolíferas parceiras é uma prática comum no mercado internacional.
“Nós compramos gás dos parceiros para viabilizar negócios. Então, quando a gente comprou o gás dos parceiros em Sergipe-Alagoas, nós compramos para dar conforto para os indianos investirem junto com a gente. Quando a gente comprou o gás de Raia, fizemos para dar conforto para a Equinor e viabilizar negócios. A gente não compra gás à revelia, a gente compra gás quando o vendedor tem interesse de vender”, afirmou a presidente da Petrobras.
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