Produção da Petrobras se aproxima dos 3 milhões de bpd

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Produção da Petrobras se aproxima dos 3 milhões de bpd

A produção própria da petrolífera atingiu a marca de 2,92 milhões de barris por dia. O óleo da empresa tem sido alvo de interesse por novos clientes globais, no atual cenário de guerra

Por Fernanda Nunes

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, entrevistada pelo presidente do IBP, Roberto Ardenghy, no Strategic Talks do último dia da ROG.e 2026 ( ROG.e)

Petrobras está com produção própria de 2,92 milhões de barris por dia (bpd), segundo a presidente da empresa, Magda Chambriard. A expectativa é alcançar os 3 milhões de bpd. Ela disse esperar superar a meta de produção de petróleo neste ano, de 2,5 milhões de bpd, como previsto no plano de negócios de 2026 a 2030.

O petróleo brasileiro está sendo alvo de interesse de novos clientes, por conta do ambiente de insegurança global, causada pela guerra no Irã. A Petrobras contou ter sido procurada por países com os quais não mantinha contato até então.

“A gente nunca tinha conseguido vender óleo para o Japão. Um belo dia veio a demanda. Estamos vendendo cargas para o Japão, Coreia do Sul, China e Índia. Estamos fornecendo para onde não fornecíamos antes. Para a Petrobras, tem sido uma chance de diversificação”, afirmou Chambriard, no evento ROGe.2026.

Em palestra, a presidente da Petrobras disse que “começa a ter preocupação com países interrompendo a exportação de diesel”. “Vamos pensar em ser 100% fornecedores do diesel que a gente consome. Estamos garantindo que esse vai ser um assunto que vai vir para a pauta no plano estratégico”, disse ela.

A Petrobras está com carga de diesel comprada para outubro. Além disso, a empresa já está ampliando a produção do combustível de duas maneiras: aumentando a capacidade de refinaria e alterando o processo para produzir mais combustíveis nobres, segundo a presidente da Petrobras.

Chambriard disse manter “uma conversa interessante com refinadores da Índia, inclusive com o maior refinador da Índia que é a Relliance”. “Até agora, não está faltando nada e nossas projeções não são de falta”, afirmou a presidente da Petrobras, que não acredita num corte de exportação do diesel americano.

“Antes da guerra era de um jeito, a guerra exacerbou, vamos dizer assim, a preocupação com o abastecimento do país e, portanto, exacerbou o nosso ímpeto para entregar 100% de gasolina”, destacou Chambriard. 

A presidente da Petrobras aproveitou a oportunidade para se defender de acusações de monopólio no mercado de gás natural. Segundo ela, comprar o gás de petrolíferas parceiras é uma prática comum no mercado internacional. 

“Nós compramos gás dos parceiros para viabilizar negócios. Então, quando a gente comprou o gás dos parceiros em Sergipe-Alagoas, nós compramos para dar conforto para os indianos investirem junto com a gente. Quando a gente comprou o gás de Raia, fizemos para dar conforto para a Equinor e viabilizar negócios. A gente não compra gás à revelia, a gente compra gás quando o vendedor tem interesse de vender”, afirmou a presidente da Petrobras.

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