Revista Brasil Energia | Amazonas OGE 2026

Sebrae-AM quer inserir pequenos negócios na cadeia produtiva

“A expectativa é de ter uma geração de negócios de mais de R$ 55 milhões”, disse Ananda Pessoa, superintendente do Sebrae local

Por Rosely Maximo

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Ananda Pessoa, superintendente do Sebrae AM, tem grandes expectativas com a 3ª edição do Amazonas Óleo, Gás & Energia – Expo e Conferência 2026, que acontece até quarta-feira (25) no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus.

Segundo ela, o evento conta com mais de 100 sessões de negócios agendadas e 50 fornecedores inscritos. A expectativa é de ter uma geração de negócios de mais de R$ 55 milhões, disse, em entrevista à Brasil Energia. “Nós estamos exatamente neste momento com nove empresas âncoras, nove grandes empresas dos setores de óleo, gás e energia que consomem produtos, bens e serviços da cadeia produtiva de forma geral”, elencou.

O Sebrae AM é parceiro na realização do encontro, promovido pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás (Semig). Ananda explica que sua realização surgiu há 4 anos, como um fórum técnico que discutia como o setor de óleo e gás poderia se tornar uma alternativa de matriz econômica. 

“Hoje consolidado, a gente pode falar que [o setor de óleo e gás] é uma matriz econômica que se soma ao Polo Industrial de Manaus. E o evento congrega todos os atores do ecossistema. Você tem aqui desde órgãos reguladores, o setor público, o setor privado, até os empreendedores. E aí entra o papel fundamental do Sebrae: além da nossa expertise em fazer eventos dessa envergadura, o principal objetivo é aproximar os pequenos negócios do fornecimento da cadeia produtiva”, declarou.

De fato, além da apresentação de projetos estratégicos em desenvolvimento na região, como o Projeto Azulão 950, da Eneva, e iniciativas ligadas à exploração de minerais críticos, com a participação da BBX do Brasil, o evento também é palco para debates sobre o avanço do gás natural no estado, os desafios logísticos na Amazônia e as oportunidades de inserção de fornecedores regionais nas cadeias produtivas do setor.

Logística é o grande desafio

De acordo com a superintendente, a logística para integração da Amazônia com o resto do país ainda é um desafio, sobretudo para o escoamento da produção de gás, e aí reside também a importância do evento. “Nós teremos nos próximos dias aqui os planos de expansão das operadoras, e novas reservas estão sendo descobertas a cada ano que passa. Então, isso mostra um potencial de crescimento muito grande nos próximos anos”, contextualizou.

Ainda segundo ela, prefeitos de municípios do interior estão “ávidos” pelo tema - a maior parte das operações no setor de O&G acontece nestas localidades. Além das rodadas de negócio, o evento conta com mais de 40 empresas expondo seus serviços, além de 10 startups. 

“Há algumas décadas, a gente não tinha essa pluralidade de serviços para serem oferecidos. Inclusive é uma dor das grandes operadoras comprar os serviços, os produtos aqui da região. Então, a gente tem uma parceria grande com essas operadoras para fazer exatamente esse vínculo, essa conexão”, finaliza.

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