Infraestrutura destrava novo ciclo do gás no Norte
Infraestrutura destrava novo ciclo do gás no Norte
Gasoduto Norte–Leste construído pela Cigás em Manaus, com 34,5 km de extensão, está ampliando a concessão do fornecimento de gás natural na capital amazonense
Ampliar a distribuição de gás natural na Amazônia requer alternativas adaptadas à região. É um processo que exige investimento, planejamento, infraestrutura e integração de sistemas técnicos, além de compatibilidade com os desafios e as características da região.
Com 34,5 km de extensão, o Gasoduto Norte–Leste, em Manaus, surge nesse contexto para dar novos rumos ao setor. Executado pela Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), a obra tem ampliado a concessão do fornecimento de gás natural na capital amazonense.
O assessor da diretoria técnica comercial da Cigás, Frederico Paixão, destaca que o projeto mira dois objetivos centrais: levar o serviço a áreas ainda não contempladas, e preparar a rede para suportar uma nova geração de consumidores de grande porte.
“O gasoduto norte-leste foi concebido pela companhia através de um processo de planejamento estratégico que identificou a necessidade de levar o serviço de distribuição de gás natural para regiões que ainda não estão sendo atendidas, como a Zona Leste de Manaus. E possibilitar também, além do atendimento dessa região, a ampliação da capacidade de distribuição da nossa rede existente. Você construindo mais rede na cidade de Manaus, você possibilita um escoamento maior do fluxo de gás natural”, disse Paixão.
O ganho na capacidade de distribuição do gás natural também chega para viabilizar o andamento de projetos de maior porte na capital, pois abrange, ainda, a aplicação de condições técnicas necessárias para o fornecimento contínuo e em maior escala.
Em outras palavras, a ampliação da rede reduz restrições operacionais, aumenta o escoamento de gás e leva o sistema de distribuição a absorver uma demanda mais intensiva, especialmente de empreendimentos industriais e de geração de energia.
“Isso possibilita o atendimento de novos usuários com consumo significativo de gás, que é o caso de uma grande termoelétrica que vai se instalar na região, que consome em torno de 700 mil metros cúbicos por dia e esse atendimento só vai ser possível em razão desse gasoduto que nós vamos concluir agora no final desse ano. Inclusive, o gasoduto que está sendo construído sai de uma região onde já existe uma infraestrutura no bairro do Distrito Industrial de Manaus e ele vai interligar com a nossa outra malha que a gente chama de gasoduto Aparecida que já é na Região Norte”, comenta Frederico.
Integração de malhas e ganho operacional
Com a integração dos ramais, o resultado direto é o aumento da flexibilidade operacional: em caso de falha em um ponto de suprimento, o abastecimento pode ser mantido por rotas alternativas.
“Essa interligação permite que uma mesma região seja atendida por diferentes caminhos, elevando a confiabilidade do sistema e reduzindo riscos de interrupção”, explica Paixão.
A expectativa é que o projeto acelere a substituição de combustíveis mais poluentes e onerosos, fortalecendo o papel do gás natural como vetor de transição energética na região.
Com a conclusão prevista para este ano, o empreendimento marca um passo decisivo na consolidação da capital amazonense como um mercado mais maduro e integrado de gás natural.
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