Revista Brasil Energia | Amazonas OGE 2026

Eneva finalizará projeto Azulão 950 em agosto de 2027

Entrega da primeira turbina da UTE Azulão I, que compõe o empreendimento, está prevista para as próximas semanas

Por Rosely Maximo

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O projeto Azulão 950 da Eneva, que visa gerar 950 MW de energia integrada ao gás natural no Amazonas, está em fase avançada, com a entrega da primeira turbina da UTE Azulão I - que compõe o empreendimento com a UTE Azulão II - prevista para as próximas semanas e a conclusão total em agosto de 2027. A informação é de Márcio Lira, coordenador de relações institucionais da Eneva.

Ambas as usinas serão supridas pelo gás natural do Campo de Azulão, replicando o pioneiro modelo reservoir-to-wire (R2W) desenvolvido pela companhia para a Bacia do Amazonas. Azulão I está sendo construída em ciclo simples, com uma turbina a gás de 370 MW de capacidade. Já a UTE Azulão II será implantada em ciclo combinado, com uma turbina a gás natural e a vapor, totalizando 580 MW.

A Eneva opera atualmente nas cidades de Silves e Itapiranga, com o Projeto Integrado Azulão–Jaguatirica, responsável pela produção, tratamento e liquefação do gás natural no Campo de Azulão. O GNL é transportado para a UTE Jaguatirica II, em Boa Vista, abastecendo cerca de 70% do estado de Roraima, com 141 MW de capacidade instalada.

A empresa mantém o transporte diário de GNL via carretas por 1.100 km para abastecer Roraima. Com o despacho total do Azulão 950, a produção de gás deve saltar de 700 mil para 5 milhões de m³ por dia.

Lira também destacou que a Eneva investiu R$ 15 milhões em uma escola técnica em Silves para formar mão de obra local. Além disso, fomenta o empreendedorismo feminino e projetos agroflorestais (Café Robusta) para garantir renda após a conclusão das obras.

Por fim, ao falar do campo de Juruá, em Carauari, visto como o futuro maior campo de gás em terra do Brasil, existem estudos para conectá-lo a centros consumidores via gasoduto. “Estamos em conversas avançadas com alguns parceiros comerciais visando desenvolver no futuro o campo de Juruá”, disse Lira.

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