Revista Brasil Energia | Sergipe Oil & Gas 2026

Carmo Energy projeta investimento de R$ 14 bilhões e elevação de produção no Polo Carmópolis

O diretor-geral Rodrigo Moreto detalha planos de infraestrutura, destinação de petróleo para exportação e metas operacionais em Sergipe

Por Rosely Maximo

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O diretor-geral da Carmo Energy no Brasil, Rodrigo Moreto, em entrevista para a Brasil Energia apresentou balanços operacionais, detalhou a estrutura de escoamento e exportação do Polo Carmópolis e indicou as projeções de investimentos e expansão da produção terrestre no estado.

O executivo abordou o processo de retomada das operações do Polo Carmópolis após a aquisição do ativo junto à Petrobras, ocorrida em dezembro de 2022. Rodrigo Moreto explicou o incremento de produção obtido nos primeiros três anos e meio de gestão, a infraestrutura logística vinculada ao terminal T-Carmo, o impacto da tributação sobre exportações e as metas de investimento em infraestrutura terrestre de processamento e escoamento de água e petróleo.

Principais destaques

  • Evolução da produção e perfuração de poços:

    Após assumir o polo com produção de 3.500 barris equivalentes diários em estado de hibernação, a operadora atingiu a marca de 13.000 barris diários. No ano de 2025, a empresa realizou a perfuração de 153 poços na região Nordeste.

  • Reservas e prazos das concessões:

    A Carmo Energy detém 11 concessões com direitos de exploração estabelecidos até o ano de 2052. Processos de recertificação indicam volume aproximado de 200 milhões de barris em reservas.

  • Infraestrutura e logística de exportação:

    A estrutura operacional abrange o terminal T-Carmo, interligado ao polo por um oleoduto de 54 quilômetros de extensão. A estocagem é realizada em quatro tanques com capacidade para 1 milhão de barris, com escoamento feito por monoboia localizada a 4,5 quilômetros da costa. A totalidade da produção de petróleo é destinada à exportação, predominantemente para o mercado europeu.

  • Mecanismos de preço e tributação:

    O petróleo produzido opera sob contratos de proteção de preço (hedge) fixados em 72 dólares por barril. Segundo o executivo, o aumento das cotações internacionais eleva os custos de tributação calculados sobre o valor de mercado (como royalties e imposto sobre exportação), sem alterar a receita unitária fixada no contrato.

  • Aproveitamento do gás natural:

    A produção atual permanece focada em óleo. O aproveitamento comercial do gás natural em polos como Riachuelo exige investimentos em adequação e especificação técnica para posterior oferta ao mercado local ou reinjeção.

  • Indicadores sociais e econômicos:

    A empresa registra cerca de 4.000 empregos diretos e indiretos, com 80% de mão de obra local e 40% de participação feminina no quadro de funcionários. Os repasses mensais em royalties, pagamentos a superficiários e salários somam R$ 40 milhões no estado.

  • Metas de produção e aportes financeiros:

    A meta de produção estabelece 15.000 barris diários até o final do ano vigente e 20.000 barris diários no ano subsequente. Os investimentos acumulados totalizam R$ 4 bilhões, com previsão de aportes adicionais de R$ 14 bilhões nos anos seguintes, direcionados para infraestrutura de superfície, estações de tratamento e malha de dutos.

     

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