Eneva expande operações de geração térmica e fornecimento de GNL no Brasil
Aurélio Amaral, diretor executivo da empresa, detalha cronogramas de obras, estratégias de suprimento e expansão no mercado de gás
O diretor executivo de Relações Externas da Eneva, Aurélio Amaral, em entrevista para a Brasil Energia, apresentou o andamento dos projetos de geração termelétrica contratados pela companhia, as operações de gás natural liquefeito (small-scale) e a visão da empresa sobre a regulação do setor energético.
O executivo abordou a execução das obras do Hub Sergipe, que inclui a ampliação da geração termelétrica para atendimento aos contratos do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP). Aurélio Amaral detalhou a logística de suprimento via terminal de regaseificação, as obras de infraestrutura no Ceará, o planejamento para o Hub Sudeste e a aquisição antecipada de turbinas. A empresa expôs também a expansão do fornecimento de GNL por transporte rodoviário para distribuidoras estaduais e clientes industriais.
Principais destaques
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Obras e cronograma do Hub Sergipe: As obras de implantação das usinas termelétricas do Hub Sergipe estão em fase de terraplanagem para cumprir o prazo de entrega estabelecido para agosto de 2028. O empreendimento deve atingir um pico de 3.000 trabalhadores na etapa de construção. O complexo conta com um terminal de regaseificação de 21 milhões de metros cúbicos diários e uma usina em operação de 1,6 GW.
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Projetos no Ceará e no Sudeste: No Ceará, com prazo de entrega previsto para 2029, a empresa iniciou a construção de um novo píer de acostagem, com etapas de mapeamento submarino e estaqueamento. O local exato para a instalação do Hub Sudeste permanece em fase final de definição entre os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
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Aquisição antecipada de equipamentos: Para mitigar riscos de suprimento decorrentes da demanda global por turbinas a gás, a Eneva realizou a compra antecipada dos equipamentos antes da efetiva realização dos leilões, garantindo contratos e prazos de entrega alinhados ao cronograma das obras.
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Fornecimento de GNL e mercado small-scale: Por meio de parceria com a Virtu, a companhia fornece volumes entre 35 mil e 150 mil metros cúbicos diários de GNL para transporte rodoviário, visando a substituição de óleo diesel e lenha em indústrias e frotas de veículos pesados. O Complexo Parnaíba conta com capacidade de liquefação de 600 mil metros cúbicos diários, com previsão de expansão para 1,2 milhão de metros cúbicos diários até o segundo semestre de 2027.
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Atendimento a distribuidoras estaduais: A Eneva atende distribuidoras de gás natural como Cigás (Amazonas), Gasmar (Maranhão) e Copergás (Pernambuco), integrando a cadeia de suprimento local e industrial, com contratos vinculados a operações como a da fábrica da Suzano no Maranhão.
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Regulação e mercado de fertilizantes: O executivo defendeu a harmonização das regulamentações federais e estaduais para evitar conflitos entre as competências da ANP e dos estados. Sobre o setor de fertilizantes e a reativação da Fafem em Sergipe, Amaral apontou que a Petrobras deve utilizar gás próprio para a planta, mas destacou o interesse da Eneva em fornecer insumo para novos projetos industriais no segmento.
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