Projetos da NFE colocam o Pará com mais presença no SIN
Conteúdo oferecido por TERMOGÁS e DIAMANTE ENERGIA
Projetos da NFE colocam o Pará com mais presença no SIN
Em março deve partir a UTE Novo Tempo e em agosto está prevista a entrada de uma das maiores termelétricas do país, a Portocem 1. As duas somadas oferecerão 2,2 GW de potência, reforçando a garantia de energia para o país, especialmente para a Região Norte
As UTEs Novo Tempo Barcarena e Portocem 1, ambas empreendimentos da New Fortress Energy (NFE) e que juntas somam 2.201,1 MW de capacidade, proporcionarão 74,2% da potência instalada das termelétricas com sinal verde para iniciar operação em 2026, de acordo com levantamento feito na Aneel. A UTE Novo Tempo tem operação comercial prevista para a segunda quinzena de março e a UTE Portocem para início de agosto.
A Aneel prevê que 19 termelétricas, totalizando 2.965 MW de capacidade, iniciarão produção neste ano. Deste total, 11 projetos, que somam 2.787 MW de potência, correspondem a UTEs movidas a combustíveis fósseis. Outros 8 projetos, com total de 178 MW, serão de térmicas a biomassa.
A NFE confirma que a UTE de Barcarena entrará em operação comercial no primeiro trimestre. Resultado de investimentos de R$ 2,5 bilhões, a usina movida a gás agregará ao SIN capacidade de 629,3 MW.
A Novo Tempo Barcarena é considerada um projeto estratégico para a segurança energética da Região Norte, atuando como fonte complementar essencial às energias renováveis, especialmente durante o período seco, entre julho e dezembro. A usina fornecerá energia suficiente para atender a 10% da demanda da Região Norte e a 25% das necessidades de energia do Pará.
“A usina está sendo preparada para iniciar suas atividades em plena carga, já em ciclo combinado, conforme o planejamento técnico”, afirmou Leandro Cunha, diretor-geral da New Fortress Energy (NFE) no Brasil.
A Aneel prevê o início da operação comercial da usina em 20 de março próximo. Antes da virada do ano, a agência havia estabelecido o marco inicial das operações da UTE para 23 de janeiro. De acordo com Cunha, a usina está em fase de comissionamento da turbina a vapor e “os preparativos seguem avançando conforme o cronograma estabelecido”.
A conexão da UTE de Barcarena à rede básica se fará em tensão de 230 kV via subestação Vila do Conde, da Eletronorte. A energia gerada foi comercializada pela NFE no 30º Leilão de Energia Nova A-6, realizado em 2019, com suprimento até dezembro de 2049.

Instalações da Gás do Pará: distribuidora já começou a atender a UTE Novo Tempo, que consumirá 2,5 milhões de m3/dia de gás (Foto: Divulgação/Gás do Pará)
O empreendimento integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal, que trata o projeto como importante ao fortalecimento da segurança energética no país. Segundo informações do MME, “a usina conta com uma unidade geradora no modelo single-shaft, no qual a turbina a gás natural e a vapor estão conectadas ao eixo de um único gerador, destacando sua tecnologia de ponta”.
Fornecimento de gás iniciado
Em sua plena operação, a UTE de Barcarena consumirá 2,5 milhões de m3/dia de gás, mas a distribuidora Gás do Pará (GdP) informou que o atendimento já foi iniciado em setembro passado, com o comissionamento do empreendimento.
Já no caso da Portocem I, UTE em ciclo aberto (ciclo simples), com quatro turbogeradores de 392,97 MWa (potência total de 1.571,9 MW), a NFE também informa que as obras em execução pelo consórcio Mitsubishi / Andrade Gutierrez seguem o cronograma e o escopo previstos para a operação comercial no segundo semestre. Cunha revelou que o empreendimento receberá investimentos de R$ 5,6 bilhões, dos quais o BNDES entrou com R$ 3,8 bilhões.
As duas UTEs são parte de uma aposta maior da NFE no Pará, que envolveu a construção do terminal de regaseificação de GNL a partir de um FRSU (unidade flutuante de armazenamento e regaseificação). O terminal já opera desde março de 2024, abastecendo a Gás do Pará e seus clientes industriais e, em março, a UTE Novo Tempo Barcarena.
Ancorado na Bahia do Marajó, em Barcarena, o terminal possui capacidade de processamento de 15 milhões de m3/dia, o equivalente a 22% da demanda por gás natural do país.

Terminal de regaseificação de GNL da NFE em Barcarena fornece gás para a distribuidora estadual e clientes industriais como a Alunorte (Foto: Divulgação/NFE)
Parte desse gás atende a Alunorte, planta da norueguesa Norsk Hydro que produz alumina e investiu R$ 1,1 bilhão na substituição do óleo combustível pelo gás. O novo combustível vem permitindo à companhia reduzir em 700 mil t/ano as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Nem a NFE nem a Norsk Hydro quiseram revelar o volume de gás envolvido nessa operação.
O terminal atende também a GdP, que iniciou a distribuição de gás natural em 2024. No mesmo ano, em que também ocorreu o início do atendimento às indústrias, a companhia forneceu 344 milhões de m3. Em 2025, o início da oferta de gás à A UTE Novo Tempo Barcarena contribuiu para que a GdP encerrasse o ano com mais de 708 milhões de m3 negociados no período.
Veja outras notícias sobre termelétricas e segurança



