Redepetro vê otimismo na Bacia Potiguar e defende marco moderno

Revista Brasil Energia | Mossoró Oil & Gas Energy

Redepetro-RN destaca força do onshore e pede avanço regulatório

Presidente da entidade aponta otimismo com expansão da cadeia produtiva, mas defende modernização das regras para ampliar investimentos

Por Rosely Maximo

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Sonda NS-42, da Foresea, que perfurou dois poços na Margem Equatorial da Bacia Potiguar (Foto: Divulgação/Foresea)

O presidente da Redepetro RN, José Nilo, avalia que a 10ª edição do Mossoró Oil & Gas Expo encerra com resultados “extremamente positivos”, reunindo mais de 10 mil visitantes, negócios expressivos e intenso intercâmbio técnico. Para ele, o movimento reforça o dinamismo do onshore potiguar.

Segundo o “mapa de calor” da associação, o Rio Grande do Norte tem a maior concentração de poços produtores onshore do Brasil, seguido pela Bahia. “São 40 anos de produção e temos pelo menos mais 40 pela frente”, afirma Nilo.

As principais demandas da cadeia produtiva, segundo ele, estão ligadas à segurança operacional, proteção ambiental e ao aumento do fator de recuperação dos reservatórios, hoje em torno de 20% no Brasil. “Se conseguirmos avançar para 35%, como países que começaram a produzir mais cedo, o horizonte da produção se estende por décadas”, explica.

Nilo aponta que o maior desafio no RN é a modernização do marco regulatório estadual para áreas terrestres, processo que já está em andamento. “Nada pode ser estático. Atualizar a legislação é urgente para destravar ainda mais investimentos”, defendeu ele em entrevista à Brasil Energia.

Apesar dos desafios, ele destaca o ambiente favorável do estado, que reúne petróleo, gás e forte expansão de energias renováveis, além da proximidade com o mar e da perspectiva de parques eólicos offshore e da Margem Equatorial. Ele lembra que dois poços já foram perfurados na Margem Equatorial da Bacia Potiguar, e outro poço está programado para 2026. “Poucas regiões no mundo têm essa combinação”, diz.

A Redepetro conta hoje com 50 empresas associadas, responsáveis por 12.041 empregos diretos — número que pode chegar a cerca de 25 mil quando considerados os indiretos. “Esse impacto econômico nos motiva a seguir trabalhando e ampliando oportunidades”, afirma.

Assista à entrevista na íntegra:

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