Unit amplia pesquisa e formação para atender setor de óleo e gás
Universidade aposta em pesquisa aplicada, inovação, parque tecnológico e novos modelos pedagógicos para formar profissionais alinhados às demandas da indústria
A Universidade Tiradentes (Unit) busca fortalecer sua atuação junto à indústria de petróleo e gás por meio da integração entre ensino, pesquisa, inovação e relacionamento com empresas. Em entrevista à Brasil Energia, o diretor de Relações Institucionais da instituição, Walter Joviniano, apresentou o ecossistema criado pela universidade para apoiar o desenvolvimento tecnológico do setor e preparar profissionais para os investimentos previstos em Sergipe.
Segundo o diretor, a Unit reúne cursos de graduação e pós-graduação, um instituto de pesquisa, um centro de inovação e um parque tecnológico voltados à aproximação entre universidade e empresas. Ele também destacou a participação da instituição em projetos financiados pela cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da ANP e defendeu mudanças no modelo de ensino das engenharias para atrair mais estudantes às carreiras técnicas.
Veja os principais destaques:
Ecossistema aproxima universidade e empresas
A Unit estruturou um ecossistema que reúne formação acadêmica, pesquisa, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento empresarial. Além dos cursos de graduação e pós-graduação, a universidade conta com o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), responsável pelo desenvolvimento de pesquisas aplicadas, um ambiente voltado à criação de startups e um parque tecnológico preparado para receber empresas interessadas em desenvolver projetos em parceria com a instituição. Segundo Joviniano, a participação no Sergipe Oil & Gas tem como objetivo aproximar esse ecossistema das empresas que chegam ao estado impulsionadas pelo crescimento da indústria de petróleo e gás.
Pesquisas em óleo e gás têm quase três décadas
Por meio do Instituto de Tecnologia e Pesquisa, a Unit participa há cerca de 28 anos de projetos voltados ao setor de petróleo e gás. Os laboratórios desenvolvem pesquisas ligadas à cláusula de PD&I da ANP, além de projetos realizados em parceria com empresas e outras instituições. O professor destacou que os programas de pós-graduação em Engenharia da universidade receberam conceito máximo da Capes, resultado que, segundo ele, reflete a consolidação das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Formação deve acompanhar a demanda da indústria
Para Joviniano, o crescimento esperado da cadeia de petróleo e gás em Sergipe exige que a formação profissional esteja alinhada às necessidades das empresas. Segundo ele, a universidade busca aproximar o ambiente acadêmico dos desafios enfrentados pela indústria para facilitar tanto o desenvolvimento tecnológico quanto a inserção dos estudantes no mercado de trabalho. A proposta também busca contribuir para a fixação das empresas que chegam ao estado, oferecendo suporte em pesquisa aplicada e qualificação de mão de obra.
Engenharias precisam de novos modelos pedagógicos
O diretor afirmou que a redução do interesse dos jovens pelas engenharias está relacionada, em parte, aos modelos tradicionais de ensino. Na avaliação dele, as novas gerações demandam metodologias mais dinâmicas e conectadas à realidade profissional, o que exige mudanças na formação dos estudantes e também na capacitação dos professores. Segundo Joviniano, a Unit vem investindo em modelos pedagógicos voltados à aprendizagem ativa para tornar os cursos de engenharia mais atrativos.
Aprendizagem baseada em projetos aproxima alunos da indústria
Entre as mudanças adotadas pela universidade está o aprendizado baseado em projetos. Nesse modelo, os estudantes trabalham desde o início da graduação na solução de desafios reais apresentados por empresas instaladas no parque tecnológico ou parceiras do Instituto de Tecnologia e Pesquisa. Além dos conteúdos técnicos, os projetos buscam desenvolver competências comportamentais e habilidades socioemocionais consideradas importantes para a atuação profissional. Segundo o diretor, a instituição já observa um aumento da procura pelos cursos de engenharia após a adoção dessas mudanças.
Universidade reúne 18 mil alunos em Sergipe
A Unit oferece mais de 40 cursos de graduação e conta atualmente com cerca de 18 mil alunos presenciais em Sergipe. Desse total, aproximadamente 2 mil estudantes estão matriculados em cursos de engenharia e tecnológicos, que representam a principal base de formação para atender às demandas da indústria de óleo e gás e de outros segmentos industriais.
Parque tecnológico busca atrair novas empresas
Joviniano afirmou que o parque tecnológico da universidade foi concebido para receber empresas interessadas em desenvolver projetos de pesquisa, inovação e qualificação profissional. As companhias instaladas têm acesso à infraestrutura de pesquisa aplicada, aos laboratórios, ao centro de inovação e aos estudantes da instituição, criando um ambiente de cooperação entre academia e setor produtivo. Segundo o diretor, essa integração facilita a transição dos alunos para o mercado de trabalho, fortalece o desenvolvimento tecnológico e contribui para ampliar a competitividade da indústria instalada em Sergipe.
Assista a entrevista na íntegra aqui.
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