Pason aposta no aumento da perfuração no Brasil

Revista Brasil Energia | Ibem 2026

Pason aposta no aumento da perfuração no Brasil

O country manager da Pason no Brasil, Ricardo Guedes, afirma que as independentes são o maior mercado da companhia e não descarta a possibilidade de estar na Margem Equatorial

Por Fernanda Legey

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A canadense Pason, que atua no Brasil há 18 anos fornecendo serviços e tecnologia para o setor de energia, com foco na indústria de petróleo e gás, está apostando no crescimento da perfuração de poços a partir deste ano, visando novas fronteiras exploratórias, incluindo a Margem Equatorial.

Em entrevista à Brasil Energia durante o Ibem 2026, realizado esta semana (24 a 26/3), em Salvador, o country manager da Pason, Ricardo Guedes, contou que o crescimento da atividade onshore no Brasil das operadoras independentes a partir de 2019 fez a empresa aumentar de 3 para 25 o número de sondas que possuem seus sistemas instalados.

Segundo o executivo, nos últimos anos a empresa passou por uma reestruturação de frota, de equipamentos, equipes, treinamentos, atualização de tecnologia e hoje o negócio do Brasil já tem um papel relevante dentro da empresa como um todo. Atualmente, a empresa atende a praticamente todas as junior oils do país, que adquiriram ativos de desinvestimento da Petrobras, principalmente os campos maduros.

A perspectiva da Pason é de ampliar os negócios no mercado brasileiro nos próximos anos, tanto no onshore, onde trabalha com uma projeção de que a atividade possa dobrar até 2030, como também no offshore. “A Pason está preparada para qualquer ambiente, desde que a sonda designada para aquela para aquela localidade necessite de sistemas que a que a Pason pode suprir”, informou o executivo.

Ele apontou como desafio para o crescimento da Pason no Brasil a escassez de mão de obra qualificada em localidades remotas, característica da atividade onshore, o que exige altos investimentos em treinamento e retenção de talentos.

“A operação dos nossos sistemas é exige um nível de habilidades alto dos nossos técnicos, em automação, em elétrica, em mecânica, tem muita tecnologia envolvida. Então a gente precisa de pessoas que tenham habilidades que muitas vezes a gente não consegue encontrar nesses lugares. Então a gente tem investido muito em treinamentos, em retenção de equipe”, disse Guedes.

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