Payback rápido impulsiona GD, aponta Absolar
Por outro lado, curtailment na geração centralizada é um “filme de terror”, aponta Santiago Gonzalez, coordenador estadual da entidade na Bahia
O retorno financeiro atrativo é um dos fatores que impulsionam o crescimento da energia solar, Segundo o coordenador estadual da Absolar na Bahia, Santiago Gonzalez, projetos de GD apresentam payback entre três e quatro anos, um dos mais competitivos do mercado.
Ele destaca, em entrevista à Brasil Energia durante o Ibem 2026, que esse fator tem sido decisivo para a popularização da tecnologia. Com tarifas frequentemente reajustadas acima da inflação, consumidores encontram previsibilidade econômica na autoprodução.
Já na geração centralizada o cenário não é o mesmo, devido ao curtailment que, nas palavras de Gonzalez, é um “filme de terror”. O executivo aponta que, na Bahia, há casos de prejuízos superiores a R$ 18 milhões por mês, afetando investidores e financiadores.
A ausência de regras claras quanto aos ressarcimentos dos cortes de geração gera insegurança jurídica, travando novos aportes - sem uma metodologia para isso, consequentemente o capital migra para outros mercados. Apesar de reconhecer que decisões judiciais já reconhecem o direito à compensação, Gonzalez enfatiza que ainda não há solução definitiva consolidada.
Por fim, Gonzalez aponta como alternativa a este cenário a hibridização de usinas, com a combinação de fontes, aliada ao uso de sistemas de armazenamento de energia. A solução, no entanto, depende da resolução dos passivos atuais.
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