Energia nuclear deve ser usada para garantir segurança energética
Segundo Celso Cunha, presidente da Abdan, a fonte ganha relevância global por sua alta confiabilidade, superando hidrelétricas e fontes renováveis intermitentes
A ampliação do uso de energia solar no Brasil como elemento para garantir segurança energética diante de um cenário geopolítico mais instável foi um dos pontos abordados por Celso Cunha, presidente da Abdan, em entrevista. Segundo ele, a fonte ganha relevância global por sua alta confiabilidade - com fator de capacidade de 92% - superando hidrelétricas e fontes renováveis intermitentes, como eólica e solar.
De acordo com o executivo, a transição energética internacional deixou de focar apenas na sustentabilidade e passou a priorizar a independência energética dos países. Nesse contexto, a energia nuclear se destaca por sua capacidade de geração contínua e em larga escala, contribuindo para a estabilidade dos sistemas elétricos, sobretudo frente aos impactos das mudanças climáticas.
No caso brasileiro, Cunha critica entraves regulatórios e a falta de vontade política, destacando que o marco legal do setor está defasado e afasta investimentos privados. Ele também questiona a indefinição em torno de Angra 3, afirmando que o custo de não concluir o projeto é quase equivalente ao de finalizá-lo, o que representaria desperdício de recursos públicos.
Celso Cunha também defendeu o avanço na reciclagem de combustível nuclear, prática já adotada internacionalmente, e reforçou a necessidade de o Brasil modernizar sua legislação para acompanhar o desenvolvimento tecnológico e aproveitar o potencial do setor. Por fim, ressalta que o avanço da fonte nuclear depende de investimento em educação e informação para melhorar a percepção pública.
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