Altave expande IA offshore para o Oriente Médio e mira Margem
Bruno Avena, CEO da empresa, detalha a evolução do monitoramento por inteligência artificial em sondas, o avanço internacional com a Saudi Aramco e os contratos de intertravamento de máquinas no Brasil
Nascida no setor aeroespacial e de defesa há 15 anos, a empresa brasileira de tecnologia Altave consolidou sua atuação na indústria de óleo e gás ao fornecer soluções integradas de inteligência artificial e análise de vídeo (video analytics) voltadas à segurança operacional. Após ingressar no segmento com monitoramento térmico de manchas de óleo no mar, a companhia tornou-se referência ao viabilizar em escala comercial sistemas de rastreamento de zonas de risco (red zones) e uso de EPIs em sondas de perfuração contratadas pela Petrobras.
Em entrevista à Brasil Energia durante a ROG.e, o CEO da Altave, Bruno Avena, destacou o processo de internacionalização da marca, que superou concorrentes globais em projetos-piloto e conquistou contratos de frota no ecossistema da Saudi Aramco, no Oriente Médio. O executivo também abordou o desenvolvimento de novas aplicações de segurança ativa com intertravamento automático de maquinário no país e a prontidão técnica das ferramentas de detecção e mitigação de risco para as futuras etapas exploratórias na Margem Equatorial.
Veja os principais destaques da entrevista:
Origem e transição para o setor privado
Fundada por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Altave iniciou sua trajetória focada em segurança pública e defesa, atuando no monitoramento aéreo das Olimpíadas Rio 2016. A partir da percepção de que o valor residia na análise de dados para tomada de decisão — e não apenas no hardware —, a empresa direcionou investimentos em software para setores críticos, ingressando em óleo e gás em 2019.
Pioneirismo no monitoramento de red zones
A companhia passou de testes pontuais para operações em escala offshore a partir de demandas da Petrobras com empresas de perfuração marítima (como a antiga Ocean Rig/Transocean). A tecnologia analisa imagens em tempo real para verificar conformidade no uso de EPIs e prevenir invasões inadvertidas em áreas com movimentação de maquinário pesado e cargas suspensas.
Internacionalização no Oriente Médio
A Altave expandiu fronteiras com a aprovação em projetos-piloto frente a concorrentes internacionais, fechando contratos para atender frotas de perfuração no ecossistema da Saudi Aramco, na Arábia Saudita. Atualmente, a empresa soma presença em ecossistemas de 12 operadoras globais.
Verticalização e intertravamento de máquinas
Além de gerar alertas sonoros e dados históricos para aprendizado operacional das equipes, a empresa avançou na automação com o desenvolvimento de sistemas de intertravamento. A ferramenta aciona comandos de parada automática em equipamentos caso um operador entre em rota de colisão ou área crítica, contando com dois contratos já em execução no Brasil.
Atuação na Margem Equatorial
A companhia já atua na região com sistemas de imagem térmica para resposta e prontidão a eventuais emergências de vazamento de óleo no mar. Para as próximas etapas de perfuração e desenvolvimento na nova fronteira exploratória, a Altave afirma que suas tecnologias de sondas e embarcações de apoio já estão homologadas e aptas a operar imediatamente.
Veja a entrevista na íntegra aqui.
Veja outras notícias sobre rog.e 2026



