Chevron inicia sísmica na Bacia da Foz do Amazonas
Chevron inicia sísmica na Bacia da Foz do Amazonas
Nos próximos dias, as empresas SLB e Shearwater GeoServices vão iniciar o levantamento de dados em áreas adquiridas em leilão no ano passado
A Chevron deu o pontapé na exploração da Margem Equatorial da Bacia da Foz do Amazonas. Nos próximos dias, será iniciada a sísmica em áreas adquiridas pela empresa na região, em leilão no ano passado. A informação foi dada pelo vice-presidente executivo de Exploração Global da Chevron, Kevin Mclachlan, durante palestra na ROG.e 2026. A intenção é, ao fim do trabalho, ter levantado dados em 14 mil km2.
“Aguardem este modelo 3D e fiquem animados com o que ele revelará. Essa é a abordagem que estamos adotando quando assumimos grandes posições. Às vezes, fazemos parcerias, mas outras vezes, temos participação de 100% e, claro, faremos parcerias depois dos três poços (que a Petrobras vai perfurar em Morpho)”, disse Mclachlan, sem dar detalhes sobre as parcerias citadas.
Ao todo, a Chevron adquiriu nove áreas na Bacia da Foz do Amazonas, no leilão. Em consórcio com a chinesa CNPC, ela pagou R$ 350 milhões em bônus de assinatura, chegando a oferecer ágio de 3.000% em um dos casos.
O levantamento sísmico foi contratado na modalidade multiclientes à SLB e à Shearwater GeoServices, que atuam juntas em parceria. A área de estudo está localizada a aproximadamente 130 km do poço exploratório Morpho, onde a Petrobras anunciou, recentemente, uma descoberta de petróleo.
Segundo informaram as duas empresas, serão adquiridos dados de banda larga de alta densidade utilizando a tecnologia sísmica marinha Isometrix®, da Shearwater, a bordo do Amazon Warrior. A SLB irá processar e gerar imagens dos dados. utilizando fluxos de trabalho avançados, incluindo inversão elástica de forma de onda completa.
“Eu esperava poder dizer hoje que o primeiro disparo (da sísmica) ocorreu no Amapá, mas não sei se de fato aconteceu esta tarde. Então, se não acontecer esta tarde, acontecerá amanhã. Portanto, este é um momento empolgante para nós no Brasil, enquanto construímos este portfólio. A Chevron assumiu uma grande posição há um ano, onde identificamos uma formação diferente daquela das armadilhas estratigráficas do Cretáceo. Observando uma seção mais rasa, onde acreditamos haver rocha geradora mais rasa, há claramente um conjunto de insumos e, usando princípios geológicos, estamos consolidando essa formação”, afirmou Mclachlan, na ROG.e.
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